O Peso e a Força da Herança Invisível
- Revista Personalità
- 25 de ago. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de fev.
Viemos ao mundo trazendo heranças invisíveis em nós. Carregamos marcas das experiências de nossos antepassados, transmitidas de pessoa para pessoa dentro da família, até chegarem a nós junto com a própria vida.
Trazemos conosco uma bagagem de situações não vividas, lutos não resolvidos, dores, medos e traições que não foram nossos, mas deles. Muitas vezes, essas situações se repetem de geração em geração. Quando chega a nossa vez de viver determinadas experiências, quase sem perceber, repetimos os mesmos padrões. E, de repente, estamos vivendo exatamente aquilo que um dia negamos em nossos antepassados.
O que esquecemos é que alguns caminhos já foram trilhados por eles. Por isso, não precisamos repetir tudo novamente. Podemos fazer novas escolhas e viver experiências só nossas. Dessa forma, honramos nossos ancestrais deixando de carregar o que já não nos pertence. Honrar o sofrimento deles é valorizar os passos que deram, entendendo que já caminharam bem por aquelas estradas. Assim, reconhecemos que não precisamos viver as mesmas dores, mas podemos ser plenamente felizes, trilhar destinos diferentes e, ainda assim, continuar amados e pertencentes à mesma família.
Muitas vezes, por amor, por lealdade ou por necessidade de pertencimento, tomamos atitudes iguais às dos nossos antepassados, repetindo seus destinos. No entanto, também podemos escolher viver em paz e construir novas histórias, sem perder o vínculo com aqueles que vieram antes.
A melhor forma de pertencer, de sentir-se amado ou até de ser leal à família pode ser, justamente, ser feliz de verdade — e fazer diferente. Você tem permissão para seguir outro caminho, viver o seu destino e, ainda assim, pertencer e ser amado.
Kácia Cunha - Fisioterapeuta, pós-graduada em Cardiorrespiratória,
microfisioterapia, constelação familiar, reiki, saúde integrativa
programação neural e outros




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